As causas de câncer de estômago não são plenamente conhecidas, entretanto alguns fatores têm sido identificados no aumento do risco para o aparecimento do tumor gástrico. Um grande fator de risco para o desenvolvimento do câncer de estômago é a dieta. As principais substâncias relacionadas ao câncer gástrico são os nitratos e nitritos, que quando digeridos são transformados em nitrosaminas que causam o câncer. Os nitratos e nitritos são encontrados, principalmente, em alimentos defumados. Vegetais guardados em conserva e carnes conservadas à base de sal, como peixes e carne do Sol também apresentam os nitratos e os nitritos. Por outro lado, algumas substâncias como ácido ascórbico e beta-caroteno que são encontradas em frutas e verduras frescas, agem como protetoras contra o câncer de estômago, porque evitam a que os nitritos se transformem em nitrosaminas. Quando os alimentos não são conservados em geladeira e a sua preservação é ruim, o número de pacientes com câncer de estômago aumenta significativamente, como ocorre em algumas regiões brasileiras.
Além da dieta e da conservação dos alimentos, outro fator de risco para o câncer gástrico é a presença de uma bactéria no estômago conhecida como Helicobacter pylori. Esta bactéria é encontrada em algumas pessoas e está associada ao aparecimento de alguns tipos de gastrites e úlceras de estômago, e também do desenvolvimento do câncer de estômago. A incidência desta bactéria é maior onde o nível sócio-econômico é mais baixo. O H. pylori causa uma gastrite crônica, que se não tratada, evolui para a gastrite atrófica e para a atrofia gástrica. Essa bactéria aumenta muito o risco de desenvolvimento do câncer gástrico. A atrofia gástrica é um fator de risco significativo para o surgimento do câncer de estômago.
O uso de tabaco e o consumo de bebidas alcoólicas também são fatores de risco para o surgimento de câncer de estômago. Além disso, pessoas que têm parentes que foram diagnosticados com câncer de estômago apresentam mais chance de desenvolver o câncer gástrico. Pessoas que pertencem ao grupo sangüíneo A (sangue tipo A) apresentam maior incidência de câncer de estômago que o restante.
Os pólipos adenomatosos de estômago são tumores benignos da mucosa do estômago, mas que se podem tornar câncer de estômago. Estes pólipos aparecem mais em pessoas que estão entre os 50 e 70 anos de idade. Os pólipos são diagnosticados por meio da endoscopia digestiva alta, que permite a biópsia e o ressecamento ou retirada dos mesmos durante o exame.
Pessoas que sofreram de gastrites crônicas ou passaram por cirurgias prévias de estômago para o tratamento de lesões benignas de estômago como úlceras apresentam mais risco para o desenvolvimento de câncer gástrico.
Algumas doenças genéticas hereditárias como a Síndrome de Lynch e a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) aumentam o risco de câncer de estômago.
Uma dieta rica em frutas e verduras frescas, bem balanceada, evitando alimentos defumados e enlatados é uma boa medida preventiva do câncer de estômago.
Este tipo de câncer apresenta prognóstico ruim, quando é diagnosticado em estágios mais avançados e em pessoas mais velhas. Por isso, pessoas que pertençam a qualquer um desses grupos de risco descritos acima devem consultar o médico e realizar freqüentemente endoscopias digestivas como forma preventiva do câncer de estômago.
Câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é um câncer que começa em qualquer parte do estômago. É o crescimento desordenado de células anormais no estômago.
O estômago é apenas um de muitos órgãos localizados no abdômen, uma área do corpo entre a pélvis e o tórax. O fígado, pâncreas e a vesícula biliar e o cólon estão entre outros órgãos achados no abdômen. É importante diferenciar esses órgãos porque cânceres e outras doenças que correm neles têm diferentes sintomas e são tratadas de forma diferente.
A maioria dos tumores gástricos ocorre em algum ponto da camada de revestimento interna do estômago e aparece como uma lesão elevada, irregular, de milímetros de diâmetro, muitas vezes ulcerada, lembrando uma verruga com uma pequena cratera em seu ponto mais alto. A ulceração é resultado da multiplicação celular descontrolada, característica de câncer ou tumores malignos.
Essas células anormais vão substituindo o tecido normal e podem invadir outras camadas do próprio estômago e alcançar órgãos vizinhos por meio das chamadas metástases por contigüidade. Freqüentemente, pode gerar metástases à distância, como no fígado e no pulmão, órgãos aos quais chegam algumas células desprendidas do tumor primário, transportadas pela circulação sangüínea ou linfática.
Embora a incidência dos tumores gástricos apresente uma redução significativa nas últimas décadas, eles constituem o segundo tumor maligno mais freqüente no mundo todo. O número das pessoas que desenvolvem câncer de estômago é bastante alto no Japão, no Chile, no Leste Europeu, América do Sul e América Central. É a principal causa de morte por câncer em muitos destes países.
O câncer gástrico pode ser classificado de acordo com o tipo de célula que originou o tumor. A maioria dos casos tem origem na mucosa e recebe o nome de adenocarcinoma; os demais tipos de câncer de estômago são linfomas, sarcomas e outras variedades mais raras.
Os sintomas aparecem geralmente nas fases mais avançadas. Antes disso pode passar desapercebido pelo paciente, o que dificulta o diagnóstico. A maioria das pessoas que são diagnosticadas com câncer de estômago tem mais de 60 anos de idade e apresentam o câncer gástrico em fase avançada. Este tumor de estômago raramente acontece antes dos 50 anos e é mais comum em homens do que em mulheres.
A palavra câncer tem origem no latim, cujo significado é caranguejo. Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo.
Esta doença tem um período de evolução duradouro, podendo, muitas vezes, levar anos para evoluir até ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos desta doença, sendo que a maioria tem cura (benignos), desde que identificados num estágio inicial e tratados de forma correta.
Como os tumores nascem:
Os tumores aparecem no organismo quando as células começam a crescer de uma forma descontrolada, em função de um problema nos genes. A causa dessa mutação pode ter três origens : genes que provocam alterações na seqüência do DNA; radiações que quebram os cromossomos e alguns vírus que introduzem nas células DNAs estranhos. Na maioria das situações, as células sadias do organismo impedem que estes DNAs passem adiante as informações.
O tumor desenvolve um conjunto de rede de vasos sanguíneo para se manter. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas chegam em outros órgãos, desenvolvendo a doença nestas regiões. Esse processo de irradiação da doença é conhecido como metástase.
Esta doença é tão perigosa, pois possui capacidade eficiente de reprodução dentro das células e também porque se reproduz e coloniza facilmente áreas reservadas a outras células.
Principais causas:
Existem vários fatores que favorecem o desenvolvimento do câncer. Podemos citar como principais : predisposição genética (casos na família), hábitos alimentares, estilo de vida e condições ambientais. Todos estes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença.
Cãncer nos pulmões, na boca e na laringe são as principais doenças causadas pelo cigarro. Bebida alcoólica em excesso pode provocar, com o tempo, o aparecimento de câncer na boca. Sol em excesso pode afetar as células e cresce o risco do desenvolvimento desta doença na pele. O câncer de mama tem origens nos distúrbios hormonais e é mais comum nas mulheres. A leucemia (câncer no sangue) é desencadeado pela exposição à radiações.
Determinadas infecções podem desencadear o surgimento de tumores no estômago e no fígado. A vida estressante, a alimentação inadequada (rica em gorduras, conservantes e pobre em fibras) também estão relacionados a alguns tipos de câncer.
Tratamento:
O melhor tratamento ainda é aquele que visa evitar o surgimento da doença. Para tanto, os especialistas aconselham as pessoas a ter uma vida saudável: alimentação natural e rica em fibras, evitar o fumo e o álcool, ter uma vida tranqüila, fugindo do estresse, usar protetores ou bloqueadores solares e fazer exames de rotina para detectar o início da doença.
Atualmente, a medicina dispõe da radioterapia e de cirurgias para combater a doença. Quando se faz necessário a retirada do tumor, a cirurgia é o procedimento mais adequado. Já a radiação é utilizada para matar as células cancerígenas. Porém, este segundo procedimento tem efeitos colaterais como, por exemplo, queimaduras na pele provocada pela passagem da radiação.
A quimioterapia é um procedimento que visa, através da administração de drogas, impedir a reprodução das células cancerígenas, levando-as à morte. Esse procedimento também tem efeitos colaterais como, por exemplo, a queda de cabelos.
Nos casos de câncer de mama e de próstata é usada a hormonoterapia, pois estes tipos de tumores são sensíveis à ação de determinados hormônios.